Casa de Camilo

Camilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco
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Seide Saúda-vos!

2 de fevereiro de 2010

A Acácia do Jorge

Jorge, o "filho louco" de Camilo Castelo Branco, plantou em 1871, tinha então 8 anos, uma árvore junto à escadaria de pedra no terreiro da casa de S. Miguel de Seide. A esta árvore se refere Camilo várias vezes, como em Durante a febre:

À porta do sepulcro, ainda volto a face
Para ver-te chorar, ó mãe do filho amado,
Que vê, como num sonho, a cena do trespasse…
- Sorve-lhe o eterno abismo o pai idolatrado.

Talvez que ele, a sonhar, te diga: “Mãe não chore
Que o pai há-de voltar…” Quem sabe se virei?
Quando a Acácia do Jorge ainda outra vez inflore,
Chamai-me, que eu de abril nas auras voltarei

Camilo Castelo Branco





Todas as fotos são da autora deste blogue.

A árvore não é uma acácia, mas uma robínia. Um deslize em taxionomia que não ofusca o apego de Camilo ao convívio com a natureza, alimentado pelas léguas palmilhadas desde a infância em pedregosas ladeiras de serra. Camilo chegou a ser um peregrino convicto de arvoredos, córregos e morros de terra agreste, aldeias, costumes e lendas populares, que depois transfigurou em palco de prosa admirável.

"Estas árvores são minhas amigas há vinte e sete anos. (...) Seria engodo ao riso andar-me eu aqui abraçando árvores, se alguém me visse. Que o não saibam os tolos, nem os felizes. (...) Quando eu lá ia [às matas do Bom Jesus do Monte], voltava sempre melhor. Nunca me aconteceu outro tanto ao dobrar a última página de livro de moral."

"No Bom Jesus do Monte" - Camilo Castelo Branco

http://dias-com-arvores.blogspot.com/2005/08/accia-do-jorge.html

30 de janeiro de 2010

As “Noites de Insónia” de Calisto Elói

Foto da autora deste blogue.



Para uma leitora, recente, da obra camiliana, que inicia a sua paixão por Camilo nos encontros das Noites de Insónia, confesso que foi com imenso prazer que li a obra proposta para o 1º encontro deste ano, na quarta-feira passada (dia 20), na Casa de Camilo: A Queda dum Anjo.

Este livro já me viera parar às mãos noutras épocas, em que, só pelo título, eu desconfiara do conteúdo bafiento e, por isso, recusara tal leitura. Puro engano meu, nessa época eu desconhecia a delícia, o sabor de um manjar dos deuses, traduzido na mestria da linguagem escrita de Camilo Castelo Branco.

Hoje, posso considerar-me uma apaixonada por Camilo, como a Amélia, a Luísa, a Joaquina, e todas as Marias do Adro, que com ele trocaram os primeiros e virginais amores.

E estes meus amores por Camilo nascem da grande admiração pelo seu entrelaçado de frases, que muito oportunamente surgem pelo conhecimento da alma humana, de quem está habituado a beber da singeleza do ser, que nos leva a coabitar com memórias mais longínquas, de eras passadas, mas intuindo sempre que elas fazem parte do mesmo teatro da vida, sempre actual, e que assim perdurarão.

Por isso, Camilo é capaz de fazer rir e chorar, com a mesma simplicidade de quem não faz esforço para pegar na “pena”, deixando sempre brotar as emoções vividas pelos personagens, tornando-as vivas, presentes, histórias reais que não se encontram em obras de ficção, pois nelas há sempre verosimilhança.

E quando elas tocam a raia do extraordinário, do pitoresco, da caricatura, ainda mais apreciadas se tornam, pois fazem renascer ou acordar em nós sensações adormecidas, fantasias secretas, imaginações do estado de sermos humanos. E será, talvez, esta a grande partilha de Camilo nas poucas obras que já pude ler, a mostra do seu mundo pessoal através da vivência das suas personagens, pois que a cortina é tão ténue que sempre se adivinha a sua imagem ao espelho, rindo-se da sua própria imagem, observando-se tão atentamente quanto a todos os que o rodeiam…

A Queda dum Anjo demonstra bem como todos somos anjos caídos, tão acérrimos defensores de valores elevados e de alta moral, que mal o vento mude e outro tipo de sorte nos bata à porta, aí estamos nós, tipo catavento, a girar para o lado que mais nos agracie. Assim é feito o ser humano, de contradições e incoerências.

A demonstrá-lo temos o demónio parlamentar quando descobre um Anjo, Calisto Elói, rústico-erudito transmontano, perseguidor de leis antigas e de virtudes capitais que, na Câmara de Lisboa faz sucesso com a sua eloquente oratória, contrapondo o palavrório do Doutor Libório, que não falando português de gente, mas idiomas que por muito espremidos azedam a língua, não passam de farfalhices de tolos.

O apelo à “Ordem para a Língua Portuguesa” passa assim a ser urgente, já que tais locuções repolhudas podem ser consideradas parlamentares – assim raspa aos ouvidos da Câmara a linguagem seca de Calisto, quando estes se deleitam com a retórica florida do Deputado do Porto.» (Citações retiradas do livro)

E nós, simples leitores, apaixonados pela envolvência do cenário, já nem damos pela nossa voz (e braço) que se eleva ao ritmo da do nobre Morgado, proclamando, também, em alta voz: Senhor Presidente! … (e depois, surgem os risos ou as gargalhadas perante tais excessos de linguagem, ou caricaturas extremosas de figuras e conceitos, satirizando governos e regimentos).

O carismático Calisto Elói acaba por perder as asas quando entra no “Sistema governamental”, com todos os agraciamentos a que teve direito, porque o “amor” tem custas penas e, há que ganhar o sustento com o seu próprio suor.

E muito mais haveria para explorar sobre esta “Queda dum Anjo” e o espírito lúcido com que Camilo Castelo Branco a projectou num espaço e num tempo que não se distanciam do actual.

Mas foi ela brilhantemente esmiuçada pelo actual coordenador e orientador das nossas Noites de Insónia, o Professor Sérgio, que através da sua clara visão e poder de comunicação, deu ele, também, expressão viva à obra, levando-nos a compará-la com outras da literatura portuguesa ou internacional, mesmo da ficção cinematográfica, nos pontos de convergência, no estilo linguístico, na caracterização de personagens e de atitudes similares, abrindo o leque das perspectivas com que se pode encarar uma obra literária, fazendo-nos apreciar, cada vez mais, as obras camilianas e entusiasmando novos leitores.»

Lucília Ramos





27 de janeiro de 2010

Incêndio na Casa de Camilo Castelo Branco

LITERATURA
Veloso de Araújo, A Casa de Camilo, Rev. "ABC", n.º ?, 1920, pp. 10 e 11.
http://www.prof2000.pt/users/secjeste/recortes/literatura/CasadeCamilo.htm




Parece que aquela atmosfera fatídica que sempre rodeou o glorioso escritor Camilo Castelo Branco, acentuando-se mais nos últimos tempos da vida do fecundo romancista e que, por uma estranha lei de hereditariedade, se transmitiu intacta aos seus descendentes, tende a desaparecer.

Aos netos do genial escritor foram disputados, no Tribunal do Comércio, por alguns potentados da indústria livresca, os direitos de algumas das suas melhores obras.

Essas obras enriqueceram muitos editores, com sucessivas edições, chegando o «Amor de Perdição» a ter trinta e três, sem que os legítimos descendentes de Camilo houvessem recebido qualquer indemnização pelas obras publicadas.

Era, pois, a herança fatídica que receberam do suicida de S. Miguel de Seide, o seu único amparo. Porém, justiça parece que se fez, porque o primeiro dos processos, em que se queria extorquir aos descendentes do escritor os direitos da propriedade do «Amor de Perdição», a obra mais lida de Camilo, foi julgada a favor dos pobres réus, que só agora vão usufruir esse direito...

A obra de Camilo, as muitas pesquisas da sua vida, desse malogrado solitário de S. Miguel de Seide, deu que comer a muitos, mas aos seus descendentes, como que se a fatalidade cruel se transmitisse, nada lhes deu de útil. De nenhum escritor português se escreveu tanto, após a sua morte, como de Camilo.

A sua obra vai sendo cada vez melhor compreendida, e ele cada vez mais homenageado.






Casa de Camilo antes e depois do incêndio, aquando da escritura de compra das ruínas em 17 de Abril de 1916.

Há tempos, ainda aquela fatalidade de que vínhamos falando reduziu a sua tebaida, em Seide, a cinzas numa quarta-feira triste, quando ninguém se encontrava perto para apagar o incêndio, que tudo devorou, deixando apenas as paredes de pé.

Pouco tempo depois, mãos criminosas, desconhecidas, entraram no jardim da casa e partiram a linda memória de granito que D. Ana Plácido mandou erigir para comemorar a visita de Castilho, Príncipe da Lira Portuguesa, de Tomás Ribeiro, Eugénio de Castilho e José Cardoso Vieira de Castro.



Logo se organizou uma comissão de sinceros amigos do grande escritor, com o fim de mandar reedificar a casa, onde Camilo escreveu o melhor da sua obra, onde sofreu e morreu no desespero dum sacrificado pela sorte.

Projectou-se que se instalaria no primeiro pavimento da casa, que devia ser edificada obedecendo ao mesmo plano da que ardeu, uma escola modelo, onde se ensinasse às criancinhas a ler e escrever, para depois compreenderem a magistral obra do fecundo escritor, que ali a sonhou e escreveu em parte.




Casa onde habitava o filho de Camilo, o Visconde de S. Miguel de Seide.

Nos pavimentos superiores da casa deveria instalar-se o Museu Camiliano, onde deveriam figurar em exposição os objectos mais queridos do escritor, aqueles que usou em vida, e os que assinalaram um facto ou uma data e, que, por um descuido da fatalidade, em boa hora tinham sido retirados da casa que ardeu para a que construiu seu filho Nuno, hoje habitada pelos seus descendentes. Os aposentos mais habitados por Camilo, o seu quarto de dormir, a sua sala de trabalho e, em geral, todos os outros aposentos deveriam ser reedificados semelhantemente aos que arderam.

No Museu deveriam figurar todos os objectos que lhe pertenceram, desde as penas com que escreveu a sua tão bela obra, à arma com que pôs termo, num momento de desânimo, à cruciante existência, tão cruelmente arrostada desde que se lhe apagou a luz dos olhos. A ideia era interessantíssima, mas para a levar avante muitas dificuldades surgiriam. Não as temeu uma alma forte e genial, cheia de vontade de vencer e venceu-as. Refiro-me ao ilustre fidalgo da Casa do Vinhal, o Sr. José de Menezes, amigo muito dedicado de Camilo.


Assim é que no dia 17 de Abril de 1916 se assinava a escritura de compra das ruínas da casa do grande escritor, que hoje já se encontra reedificada. A Comissão que levou ao fim tão interessante obra reuniu no dia 7 do corrente no Salão Olímpia, em Famalicão, para apresentar às pessoas gradas daquela terra o relatório da Comissão, documento extenso, muito pormenorizado e brilhantemente escrito pelo Sr. José de Menezes, ilustre presidente da Comissão, que o apresentou e leu. Constatou-se no relatório um déficit de três contos e oitocentos mil réis.

A Comissão espera saldar esse déficit com um conto de réis prometido pelo governo e com a venda de dois mil exemplares de um livro, Camilo homenageado, interessante obra onde se publicam os resumos de algumas centenas de cartas dirigidas a Camilo pelos seus contemporâneos mais ilustres, além do relatório da Comissão e de um belo escrito do Sr. José de Menezes acerca do escritor, para o qual a Comissão conta com o auxílio dos admiradores do grande romancista.

A Escola, instalada nos baixos da casa reedificada, num magnifico e espaçoso salão, belamente mobilado com todos os requisitos da moderna pedagogia, vai funcionar muito em breve, devendo o Museu ser inaugurado solenemente logo que a estrada que liga a vila de Famalicão a Seide esteja construída, para o que se espera o auxílio das entidades governamentais.

A obra da Comissão é digna de todos os louvores. Essa homenagem póstuma ao grande romancista tem a simpatia de todos os portugueses, que admiram a grandiosa obra do grande escritor.

VELOSO DE ARAÚJO
Inserido em 16-9-2009

LITERATURA
http://www.prof2000.pt/users/secjeste/recortes/literatura/CasadeCamilo.htm


Nota - Mais informação sobre o incêndio na Casa de Camilo em:
Casa Museu de Camilo
http://www.geira.pt/museus/atrio/index.asp?id=4

25 de janeiro de 2010

SÍNTESE BIOGRÁFICA


(Foto de Lucília Ramos)


Camilo Castelo Branco (1825-1890)

Escritor português (Lisboa, 16.3.1825 - São Miguel de Ceide, 1.6.1890).

Filho natural de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, oriundo de uma farmília da pequena e recente burguesia trasmontana, perde a mãe aos dois anos e o pai aos dez. Por decisão do conselho de família, vai, com a irmã Carolina, viver para Vila Real, a cargo de uma tia paterna, Rita Emília, que não se desvelará muito em carinho pelos dois órfãos. Quando, em 1839, a irmã casa com o futuro médico Francisco José de Azevedo, vai viver com eles para Vilarinho da Samardã e aí, por entre os acasos de uma adolescência nem sempre fácil, recebe a sua primeira formação cultural com as lições do P.e António de Azevedo, irmão do cunhado, que lhe ensina doutrina cristã, latim, francês e língua portuguesa. Aos 16 anos (em 18.8.1841), casa com Joaquina Pereira da França, camponesa do lugar de Friúme, concelho de Ribeira de Pena, onde temporariamente exercia as funções de amanuense; depressa, porém, a abandonaria. A adolescente, que lhe dera uma filha, nascida a 25.10.1841, morreria em 25.11.1847, poucos meses antes dessa filha, falecida a 10.3.1848. A sua volubilidade não tardaria em substituí-la, numa longa cadeia de amores que o levará sucessivamente aos braços de Patrícia Emília, que dele teve também uma filha, Bernardina Amélia, nascida a 25.6.1848; de Isabel Cândida Mourão, religiosa do Convento da Avé Maria; e, por fim, aos de Ana Plácido, a mulher fatal da sua vida.

Estimulado a príncipio pelo sogro, pensa formar-se em Medicina e matricula-se, na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, que frequenta de 1842 a 1845. Em 1846, porém, já está em Coimbra, provavelmente para estudar Direito, curso que nem sequer iniciou. Volta a Vila Real, mas, a partir de 1848, fixa-se no Porto, decidido a ganhar a vida como jornalista. Num momento de fugaz exaltação religiosa, matricula-se no Seminário daquela diocese, com a intenção de se ordenar (1850), mas a pretensa vocação apagava-se escassos meses depois. Logo retoma a vida aventurosa de estroina «leão» romântico, dividida entre os cafés, os teatros, os salões da burguesia portuense de fresca data e as redacções dos jornais. É neste período que conhece Ana Augusta Plácido, casada com o comerciante regressado do Brasil, Manuel Pinheiro Alves, fazendo dela o objecto de uma desordenada paixão romântica. Seduzida e igualmente apaixonada, Ana abandona o marido e foge com Camilo para Lisboa.

Conhecido o escândalo, a esposa adúltera é posta em reclusão no Convento da Conceição de Braga (Julho de 1859), mas ao fim de pouco mais de um mês foge, retomando a convivência com C. Instaurado o processo por adultério, é presa na Cadeia da Relação do Porto e C., depois de vaguear pelo Minho e Trás-os-Montes, ali se entrega também a 1.10.1859. Absolvidos, vão viver para Lisboa, onde lhes nasceria o filho Jorge (28.6.1863), até que, em 1864, falecido Pinheiro Alves (15.7.1863), se instalam em São Miguel de Ceide, na casa que lhe pertencera e passara por herança a Manuel Plácido, seu pretenso filho, mas, ao,que tudo leva a crer, filho de C. Com uma família a sustentar (o filho Nuno nascera nesse mesmo ano de 1864) e sem outros recursos além dos do seu trabalho, C. faz da pena o ganha-pão único numa ansiosa e febril necessidade de escrever para viver. Assim lhe vão decorrer os últimos 25 anos de vida, numa casa triste, cercada de paisagem triste. O destino dos filhos adensa-lhe sobre a alma nuvens negras de funestos presságios: Manuel, após uma falhada aventura comercial em Angola, entrega-se aos excessos de uma vida de boémia e morre prematuramente a 17.9.1877; Nuno segue-Ihe o exemplo, numa sucessão ininterrupta de aventuras, jogo e degradação a que nem um casamento de escândalo, patrocinado pelo pai, consegue pôr termo; Jorge, que começara desde cedo a dar inequívocos sinais de perturbação mental, mergulhava pouco a pouco num estado de demência irrecuperável. Em 1858, por proposta de Alexandre Herculano, é eleito para a Academia das Ciências e em 18.6.1885 é agraciado por D. Luís com o título de visconde de Correia Botelho. As honrarias, porém, longe de lhe afagarem a vaidade, apenas podiam dar-lhe a vaga esperança de acautelar para a família um futuro menos ameaçado de indigência. E é talvez por isso que concorda em regularizar a sua situação conjugal com Ana Plácido. A 9.3.1888, quando há muito se apagara o encanto e o fogo romântico daquela ligação amorosa nos atritos mesquinhos de um quotidiano onde a poesia dera progressivo lugar à tragédia, celebra-se finalmente o casamento.

Atormentado pela doença, mergulhado em insanável tristeza, contra a qual apenas reage com a lâmina fina da ironia ou o látego terrível do sarcasmo, joguete permanente da sua alucinante instabilidade psíquica, ameaçado pela cegueira, julgando caminhar para a loucura que a tradição da família dava como estigma fatal de muitos dos seus, C. afunda-se no pessimismo e arrasta penosamente a cruz da sua expiação até que, vencido, se suicida.

Estas circunstâncias biográficas, onde o trágico se mistura com o romanesco, o sério com o burlesco, a honradez com a ligeireza moral e o sentido do religioso se vê permanentemente em conflito com a descrença e até com a blasfémia, uma capacidade de observação em permanente e atento exercício sobre o seu próprio mundo e o mundo que o rodeia, uma imaginação que não conhece limites nem restrições, uma irrequieta instabilidade psicólogica, a volubilidade sentimental filha do seu temperamento romântico e a sua constante rebeldia de carácter, definem a perspectiva através da qual criou o mundo ficcional de toda a sua obra, enquadrado pela paisagem das províncias nortenhas do Minho e de Trás-os-Montes, com os seus ambientes rurais ou provincianos, tendo por centro o meio mais desenvolvido do Porto, onde se agita toda uma sociedade em constante e profundo conflito travado, bem à maneira romântica, entre os interesses materiais da realidade e as exigências da sensibilidade e do ideal.


Da Página de Casa de Camilo:

http://www.camilocastelobranco.org/index2.php?1&it=paginas&mop=0&LG=0&SID=81912d7fe6b214f723efb84597da7356&co=57
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Casa de Camilo - Noites de Insónia

«As “Noites de Insónia” têm como finalidade a descoberta de formas diferentes de aproximação aos textos camilianos, através da discussão em grupo de determinadas obras, escolhidas previamente. Do gosto pela leitura e da conversa sobre o que se lê, da troca de opiniões, de pontos de vista, de associações, procuraremos criar cumplicidades e desenvolver o gosto por uma leitura mais activa e partilhada da obra do romancista de Seide.» http://camilocastelobranco.org/index2.php?co=569&tp=6&cop=260&LG=0&mop=604&it=evento_lst Coordenadores: 2009 - Professor Cândido Oliveira Martins - Universidade Católica de Braga 2010 - Professor Sérgio Guimarães de Sousa - Universidade do Minho 2011 - Prof. João Paulo Braga

Encontros 2012 - Professor Sérgio

15 Fevereiro - "Memórias do Cárcere" - Discurso Preliminar
7 Março - "Memórias do Cárcere" - Do I capítulo ao V

Encontros 2011 - Professor Paulo

2011 "A Viúva do Enforcado" - 16 de Novembro - 21:30 "A Filha do Arcediago" - 19 de Outubro - 21:30 "As Aventuras de Basílio Enxertado" - 21 de Setembro - 21:30 "Maria Moisés" - 9 de Julho - 21:30 "O Cego de Landim" - 15 de Junho - 21:30 "O Retrato de Ricardina" - 4 de Maio - 21:30 "A Corja" - 6 de Abril - 21:30 "Eusébio Macário" - 9 de Março - 21:30 "A Sereia" - 9 de Fevereiro - 21:30

Encontros 2010 - Professor Sérgio

"Memórias de um suicida" - 30 de Novembro - 20h "O que fazem Mulheres" - 6 de Outubro - 21:30h "O Amor de Perdição" - 16 Junho - 20h "O Senhor do Paço de Ninães" - 21 Abril - 21h30 "Anátema" - 24 Março - 21h30 "A Bruxa de Monte Córdova" - 24 Fevereiro - 21h30 "A Queda dum Anjo" - 20 Janeiro - 21h30

Encontros 2009 - Professor Cândido

"Estrelas Propícias" - 11 Novembro - 20h "A Brasileira de Prazins" - 21 Outubro - 21h00 "Novelas do Minho" - 16 Setembro - 21h30 "Coração, Cabeça e Estômago" - 17 Junho - 21h30 "Vinte horas de Liteira" - 22 Maio - 21h30 "Memórias do Cárcere" - 30 Abril - 21h30