Casa de Camilo

Camilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco
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Seide Saúda-vos!

12 de novembro de 2009

Camilo visto por Aquilino Ribeiro




" ..............Uma vez em Seide, foi o protagonista de três ou quatro grandes acontecimentos que interessa memorar: o primeiro, o seu improbo trabalho, o qual, graças à estabilidade de vinte e tal anos, frutificou na obra mais vasta que jamais escritor português construiu ou construirá. Vastidão com beleza; vastidão perdurável em despeito das pechas de escola, das deficiências de formação, do próprio meio tacanho e rebarbativo à finura mental. Certos livros seus merecem colocá-lo, apesar de todos os senões, na galeria dos grandes mestres universais. O segundo acontecimento foi o seu martírio físico e familiar, tabético, eczemático, cego, com a monstruosidade da sua degenerescência à banda, calda túrbida em que temperou a pena para o azedume e o sarcasmo. A via sacra que trilhou não podia estar mais escalavrada.
Terceiro acontecimento de truz foi a sua nobilitação. Sonhava com ela desde que era gente. Ah, não ser fidalgo! Não possuir quartéis heráldicos!
E fabulou uma árvore genealógica, ganhando ao seu plano tais e tais linhagistas benévolos ou sempre prontos a estas inocentes tranquibérnias, intrujando-se a si próprio e aos seus. Que descendesse de Fruela ou de Barrabrás, expirou visconde, feito pelo ungido do Senhor, el-rei, D. Luís I. Com a nobilitação veio a realeza. Curta realeza. Todavia os ministros, no limite acanhado do Terreiro do Paço, moviam-se a uma vontade sua.
A história deste brasonamento daria lugar a um romance colorido e variado de sardonismo, para emparelhar com o Eusébio Macário, até agora único. Tinha forjado um slogan de trapaça: era por causa dos filhos que mendigava o título, não por vaidade.
Outro sucesso notável foi o seu matrimónio. Tinha de ser depois do aburguesamento.Devia-o ao rei, a Tomás Ribeiro, às cinzas de Alves Martins. Com ele não se fala em obrigação moral e justa recompensa dos sacrifícios de Ana Plácido. Desde esse dia foi mais circunspecto em matéria política. Nunca passou aliás de corifeu efémero dum partido, tão oscilante em doutrina social como em matéria religiosa. Todavia, se se pesasse em balança o que disse a favor da ideia de Deus e da Igreja e o que disse em contra, os pratos não demorariam um só instante em equilíbrio. O Diabo e o Anticristo levavam superabundantemente a melhor.
Afinal, o dístico que veio a aplicar-se a Camilo, génio da desgraça,assenta-lhe como uma luva. Com efeito, uma das facetas que mais brilham na sua obra de romancista é a da infelicidade humana sob forma de canceração. Dir-se-ia que as suas personagens, quando tocadas pela luz do mau sestro, se levantam esclarecidas por uma estranha luz de Sinai, tão dolorosas que nem esculpidas em carne. Já os seus felizardos da sorte são tíbios e moles. Para serem grandes é necessário que sejam burlescos. O bordão do seu sestro é trágico. Tal dom não é casualidade, mas regra. Sempre as figuras inditosas do seu teatro revestem um acume de real que salta por cima do convencionalismo e postiços menos escandalosos da escola romântica. São assim muitos dos figurantes das Novelas do Minho, do Sangue, da Mulher Fatal, do Amor de Perdição,etc, etc. Nem um estatuário que os houvesse moldado em bronze.
Afinal era a sua alma supliciada que tudo ia interpretando, transpostos os planos, pois que outra coisa podia ser para quem teve tão restritivo trânsito? A pintar uma face crispada pelo ricto do desespero ou a traduzir em meia dúzia de palavras de reflexão uma cena de angústia, não há segundo. A massa de sofrimento nas suas mãos torna-se a mais maleável das gredas. E todo o seu mundo dorido e insatisfeito, quer gema, chore, ameace, odeie, assassine, apaixona-nos e obriga-nos a comungar-lhe o transe, quando não é a esposar-lhe a causa.
Seria impossível que Camilo respirasse apenas a atmosfera salitrosa de inferno de que se aureolam os coribantes do seu guinhol. Algumas vezes,
não poucas, deixa o orco peculiar e entra com segura afoiteza os umbrais do paraíso. Mas que paraíso é este e que espécie de habitantes edénicos! Tudo resulta pálido ou cor de rosa, mormente se fizermos a sua comparação com as águas fortes de que é consumado mestre. Será assim porque é esse o aspecto menos comum do mundo? Talvez. A vida tem por essência a dor. A vida, no que encerra de eterno, decorre em crise e luta. Camilo possuía pois, em último grau, o génio da desgraça quanto à capacidade de dominar e traduzir o trágico que há no infortúnio, no pranto desfeito ou mesmo na adversidade. Ninguém até a data o superou em Portugal e é raro que o tenha sido as literaturas estrangeiras.
Se aquelas duas palavras são como que o mote de grande parte da sua arte, poderá também dar-se-lhe segundo sentido, reportando-as ao que chamam má sina com reveses, adversidades, incapacidade para o arranjismo. Não há dúvida que tendo em conta os passos capitais da sua existência, poderemos reconstruir uma via bem canhestra. As letras foram mesmo assim a tábua de salvação do náufrago. A par e passo que exercia a função, a vida ia-se-lhe desdobrando ingrata e tormentosa. Bem verdade que foi preciso este seu fadário para criar entre nós oficina própria. Até Camilo, a literatura era uma prenda pouco mais do que sala. Ora é precisamente com as circunstâncias que se vão desenrolando nesta como que sua subida ao calvário que é costume ilustrar a legenda de mau fado que parecia persegui-lo desde o berço.
Decerto que está fora de qualquer probabilidade científica admitir que se possa nascer debaixo de mau agouro astral ou exercer dano a distância mercê de acto de vontade ou de endrómina mágica. À escala romântica utilizava-se muito destes narizes de cera herdados dos romanos e dos feiticeiros dos tempos bárbaros. A literatura hoje pôs de parte tão ensebados cordelinhos.
Ora o grande Camilo foi daqueles em quem se concatenaram todos os concursos funestos para se lhe poder chamar um infeliz. Excepto o génio com que deu expressão à alma atormentada, e é um dos lances áureos do povo português, e que, ultrapassando, por isso mesmo, o destino individual, está fora de causa, tudo nele foi sinistro, astroso, aziago, miserando. O suicídio foi como que o selo que referendou existência assim calamitosa.""
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In BOLETIM CULTURAL, "Camilo, o Homem e o Artista"- Fundação Calouste Gulbenkian. - VII Série, Outubro de 1991.





Copiado do blogue "À Beira de Água", do meu amigo Poeta: Eduardo Aleixo




11 de novembro de 2009

Vitorino Nemésio escreve sobre Camilo



«Com uma pala na testa e um tinteiro de ferro ao lado, Camilo passa horas e horas na sua cadeira de baloiço. São-Miguel- de-Seide é Minho: são ares lavados, com boa verdura. Água não falta; nem aquela alegria que enche céu e terra, de Famalicão a Santo -Tirso. Mas onde Camilo chega há logo um dedo de desgraça que toca as coisas. No meio do milho e da luz da quinta, a casa do escritor já em 1880 tem um aspecto sombrio, com aquele obelisco postiço sagrando a visita de Castilho, as janelas da casa de jantar afogadas de trepadeiras, e a árvore de que Raul Brandão fez o espectro e o espelho da vida daquelas pessoas trágicas - Camilo e Ana Plácido - acordadas do sonho e do desespero pelos ramos que batiam nos vidros. Uma Florinha ou uma esgalha seca da «acácia do Jorge» davam-lhes com indiferença os sinais de Abril e do Inverno.

Camilo diz em 1864, nas VINTE HORAS DE LITEIRA: «o meu gabinete de trabalho, durante os meses esplêndidos do ano, é um contínuo começo de noute». Para ler ou escrever precisa das portas fechadas, além da odiosa pala verde. De maneira que a sala, enorme, afunilada ao alto por profundos tectos de maceira, com aquele lúgubre candeeiro de suspensão ao meio, tem uma densidade aflitiva. Aquele canapé Império fala-nos das visitas misteriosas de personagens expedidos há muito para os editores do Porto, e que agora voltam a Camilo com uma identidade civil -, ou aqueles que, como o cego de Landim, partem do cartão de visita para os domínios da ficção. Vêm vê-lo empalar as suas sombras, vêm provocar-lhe aquelas palavras supremas que ele precisa dizer aos sofás antes de as provar nos livros, aqueles azedumes comovidos e de repente cortados por uma diabólica gargalhada.

(...) Lá fora bem podem cantar os passarinhos, chiar o carro minhoto ou cair um rápido orvalho em cima das cerejas bicais. Ali não há alegria. Ali, é aquele canapé com aquela visita, a meia dúzia de cadeiras austríacas, o piano fechado, e, quando nem Camilo nem o estranho têm já que dizer um ao outro, a sombra de Ana Plácido que entra. A voz da visita parece uma troça quando chama «Senhora Viscondessa» àquela mulher gorda e triste, que vai por trás da poltrona de Camilo direita ao candeeiro americano preparar a torcida ao lusco-fusco.

Outras vezes não é Saint-Preux nenhum, mas algum amigo desinteressado e recente, como Freitas Fortuna, que foi padrinho daquele casamento serôdio celebrado de noite pelo Abade de Santo-Ildefonso, e que, desde os consolos da hora aziaga até ao jazigo emprestado, tudo facilitou. Outras vezes, ainda, é algum cónego letrado, como Alves Mendes ou Sena Freitas, que vem desabafar sobre Lisboa e a sua falta de vergonha e de vernáculo; ou um Tomás Ribeiro, inquieto para passar ao quintal e encher de inscrições imorredoiras a casca dos carvalhos cerquinhos que Camilo prefere para varapaus e boa sombra.

Uns e outros enchem o crepúsculo daquele homem com a rara consolação das palavras gratuitas. Agora que não há Sebenta-Bolas-e-Bulas, nem Alexandre da Conceição para dar exercício àquela violência febril, fazer o gosto ao dedo no fel do tinteiro de ferro; agora que também não há lágrimas para desatar de olhos de meninas, nem ramos de plantas secas para lhes insinuar nos livros - , que venham ao menos aqueles conhecidos e amigos puxar pela língua ao velho quase cego, tomar a temperatura ao desespero daquela casa, acabar com os bilhetinhos de afronta que ele escreve à mulher ali ao lado, num requinte de maldade e de dor.

(...) Em 1885 Camilo não pode mais. O pouco que ganha, gasta-o em andadas desesperadas, de Seide ao Bom-Jesus, de Seide ao Porto, do Porto à Póvoa, a ver se se livra daquele demónio que o possui, misto de frenesim e de remorso, cólera sem nome que ele aplaca palpando o estoque da bengala, ou a coronha do revólver hull-dog debaixo do travesseiro. Lívida, Ana Plácido carrega o revólver de cápsulas inofensivas. Mas o estratagema falhou. Camilo é mestre em fecharias de clavinas e balas de todos os calibres. Faz pontaria ao tecto. Nem um chamusco...Percebe tudo. Saberá procurar a carga na hora própria.

Entretanto, têm pena dele. Os ódios mais grados passaram; a pedra de escândalo do rapto estava sossegada, numa espécie de lodo quente. Já se podia fazer da ex-mulher do brasileiro uma viscondessa constitucional. Quando Barjona levou o decreto à assinatura do Rei, talvez D. Luís se lembrasse que seu irmão visitara um dia um preso, que o arquivo das cadeias da Relação do Porto registava «de estatura regular, rosto comprido, trigueiro, bexigoso».

Agora, em 1885, vinte e cinco anos depois, em «testemunho da minha real consideração e do apreço em que tenho o seu distinto merecimento literário», lá o fazia visconde... As Cortes perdoaram-lhe os direitos de mercê. Essas, faziam-no em «testemunho de preito nacional pelo formosíssimo talento do brilhante escritor».Só uma voz se ergueu contra. O sr. Simões Ferreira entendia que a Câmara dos Deputados não fora feita para «dar distinções aos homens» que « não tenham concorrido para melhorar o estado moral e intelectual da sociedade», - e, a seu ver, Camilo estava abaixo da craveira.

(...)Depois, é o que se sabe: cegueira irrevogável e aquele desespero horrível, enquanto a pobre senhora acompanhava à escada o último especialista que o viera desenganar.

(...)Uma coroa de túlipas «em fundo de violetas de bosque e folhagem», com fitas roxas estreitas, e pretas de moiré largas (se O Comércio do Porto não mente), dizia só isto: PROFUNDA SAUDADE A SEU ESTREMECIDO AVÔ -CAMILO E CAMILA.
Que mais era preciso para Deus lhe perdoar?»

Vitorino Nemésio, in de " Camilo, in Ondas Médias", Ed. Bertrand, s.d., (1945).


Copiado do blogue "À Beira de Água", do meu amigo Eduardo Aleixo:


8 de julho de 2009

Coração, Cabeça e Estômago - Bibliografia (A. A. Teixeira de Vasconcelos)

Edições Caixotim - (p. 37 - 39 - 41 - 43 )

(...)
Pois apesar da incontestável autoridade do grande satírico português, é raro, raríssimo que homens do mesmo ofício se louvem ou se critiquem. Vai cada qual no seu caminho, e os outros que apreciem como lhes parecer. É certo que às vezes se encontram e se cortejam com benevolência. Tem acontecido, mas por acaso.
(...)
A obra do Sr.Camilo Castelo Branco tem três partes, como revela o título. A primeira diz respeito ao coração de Silvestre da Silva, que não era dos piores. A segunda trata da cabeça do tal sujeito, que não seria de invejar. A terceira e última, é como o estômago, víscera infeliz desde a malfadada maçã do paraíso até às alicantinas gastronómicas das respeitáveis casas de pasto, que honram a pátria e o século.
(...)
Há dois capítulos nesta primeira parte, dos quais um se intitula A mulher que o mundo respeita, e o outro A mulher que o mundo despreza. Já se vê que o mundo respeita uma desaforadíssima criatura, e despreza uma infeliz, lançada por mão alheia no abismo da miséria. Tem-se visto.
O mundo respeita muito o dinheiro e a grandeza. Não lhes pergunta o sexo. Se acertam cair em homem, viva o homem, ainda que seja o mais descarado malandro. Se encarnam em mulher, viva a mulher, ainda que seja a mais deslavada marafona. Querem saber a causa? Perguntem-na ao mundo. O Sr. Camilo afiança a existência do facto, e eu ofereço-me para testemunha abonatória.
(...)
À cabeça do Sr. Silvestre Silva faltava principalmente juízo, e por isso, principiou em correspondente do Periódico dos Pobres do Porto, e acabou na cadeia por sentença do meretíssimo juiz da polícia correcional.
Pois vai-se meter com a vida do Sr. Anselmo Sanches, advogado mais desvergonhadamente honrado dos auditórios do norte! Que lhe importava ele a pureza de costumes do nosso querido doutor? Por isso malhou com os ossos na Relação, e foi muito bem feito.
Quantos Anselmos Sanches não há por esse mundo vivendo muito desforadamente com geral reputação de santinhos! E chovem-lhes as procurações no escritório, e em casa convites para jantar e para baile, à mistura com presentes ricos e recados das meninas nas cartas do pai!
(...)
Encantou-me a terceira parte do romance, não pelo desenlace filosófico, mas pela admirável fidelidade com que o Sr. Camilo Castelo Branco copiou da natureza as cenas e linguagem da casa do sargento-mor de Soutelo. Tomásia na cozinha, na eira, a coser, à mesa, na despedida, e na volta da igreja no dia do casamento, não tem rival em nenhum romance português que eu conheça.
(...)´
É muito difícil pintar bem os costumes portugueses. A primeira dificuldade está em conhecê-los. Cumpre ir estudá-los nas terras mais afastadas do sertão, onde o chá é remédio para dores de barriga...
(...)
O Sr. Camilo Castelo Branco é o nosso primeiro romancista e há-de ser por certo, se o quiser ser, um dos mais discretos prosadores portugueses. O voto não admite suspeição, porque é de homem do mesmo ofício.
24 de Outubro de 1862 - A. A. Teixeira de Vasconcelos
In Coração, Cabeça e Estômago - Camilo Castelo Branco

28 de junho de 2009

3º Encontro: Coração, Cabeça e Estômago

No dia 17 de Maio, pelas 21:30h, reuniram-se pela terceira vez, os leitores de Camilo Castelo Branco, para mais uma reflexão sobre o escritor e a sua obra:
«Coração, Cabeça e Estômago»
«…Esta novela pode ainda ser lida como uma autobiografia de Camilo Castelo Branco, ressalvando sempre a noção de que Camilo não teve apenas uma vida mas muitas, cada uma vivida por si só com sinceridade e com intensidade. Se atendermos ao amor, e relembrando-o na vida do autor, basta ter em conta as “sucessivas” mulheres de Camilo que, sempre à conta desse sentimento sublime, ele foi deixando para trás em nome da deambulação sentimental, provavelmente sem nunca ter querido admitir que praticava, à luz dos seus próprios critérios, o crime masculino por excelência, seduzir e abandonar a amada.

…Esta novela representa, ainda, a ambivalência da vida humana na sua busca desesperada de sentido e de propósito definitivos de modo a que a existência seja percebida como valendo a pena ser vivida. O que vai acontecendo, no entanto, tem a força de uma lei imprevista, que bane de uma assentada as melhores intenções e que conduz o ser humano a paragens nunca antes imaginadas, assim como o modo como as coisas e os seres são percebidos é apenas, e sempre, uma parte da verdade.

Como comenta Silvestre da Silva, o narrador-protagonista desta novela, a propósito da percepção do seu comportamento no amor por parte dos outros:
“Era isto o que se dizia; mas a verdade é outra.”
- Se a vida se torna a obra, a própria obra se torna a vida.
…Que tenha sido Camilo Castelo Branco o autor da novela que nos dá a ler de modo tão cru esta revelação, faz-nos crer que é por si mesmo um traço fora do comum (tocando as raias da invenção genial) de um autor proteiforme, inconformista, intuitivo, com uma capacidade de ironia como visão do mundo, da existência humana e da palavra romanesca, para além do facilmente concebível.»
Do Prefácio de Eunice Cabral

In Cabeça, Coração e Estômago - Camilo Castelo Branco


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Casa de Camilo - Noites de Insónia

«As “Noites de Insónia” têm como finalidade a descoberta de formas diferentes de aproximação aos textos camilianos, através da discussão em grupo de determinadas obras, escolhidas previamente. Do gosto pela leitura e da conversa sobre o que se lê, da troca de opiniões, de pontos de vista, de associações, procuraremos criar cumplicidades e desenvolver o gosto por uma leitura mais activa e partilhada da obra do romancista de Seide.» http://camilocastelobranco.org/index2.php?co=569&tp=6&cop=260&LG=0&mop=604&it=evento_lst Coordenadores: 2009 - Professor Cândido Oliveira Martins - Universidade Católica de Braga 2010 - Professor Sérgio Guimarães de Sousa - Universidade do Minho 2011 - Prof. João Paulo Braga

Encontros 2012 - Professor Sérgio

15 Fevereiro - "Memórias do Cárcere" - Discurso Preliminar
7 Março - "Memórias do Cárcere" - Do I capítulo ao V

Encontros 2011 - Professor Paulo

2011 "A Viúva do Enforcado" - 16 de Novembro - 21:30 "A Filha do Arcediago" - 19 de Outubro - 21:30 "As Aventuras de Basílio Enxertado" - 21 de Setembro - 21:30 "Maria Moisés" - 9 de Julho - 21:30 "O Cego de Landim" - 15 de Junho - 21:30 "O Retrato de Ricardina" - 4 de Maio - 21:30 "A Corja" - 6 de Abril - 21:30 "Eusébio Macário" - 9 de Março - 21:30 "A Sereia" - 9 de Fevereiro - 21:30

Encontros 2010 - Professor Sérgio

"Memórias de um suicida" - 30 de Novembro - 20h "O que fazem Mulheres" - 6 de Outubro - 21:30h "O Amor de Perdição" - 16 Junho - 20h "O Senhor do Paço de Ninães" - 21 Abril - 21h30 "Anátema" - 24 Março - 21h30 "A Bruxa de Monte Córdova" - 24 Fevereiro - 21h30 "A Queda dum Anjo" - 20 Janeiro - 21h30

Encontros 2009 - Professor Cândido

"Estrelas Propícias" - 11 Novembro - 20h "A Brasileira de Prazins" - 21 Outubro - 21h00 "Novelas do Minho" - 16 Setembro - 21h30 "Coração, Cabeça e Estômago" - 17 Junho - 21h30 "Vinte horas de Liteira" - 22 Maio - 21h30 "Memórias do Cárcere" - 30 Abril - 21h30